Dois modelos urbanos de carros elétricos com preço de ‘popular’ serão vendidos em breve no Brasil, por uma empresa paranaense.
A tendência dos carros elétricos estão ocupando espaços nas ruas das cidades mais importantes do mundo, mas no Brasil a tecnologia elétrica automotiva ainda engatinha. No mercado, apenas BMW i3 é movido com 100% de energia limpa. Os demais modelos disponíveis combinam eletricidade e motor a combustão, chamados assim de híbridos.
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Mas o mercado brasileiros deve se aquecer com a chegada de dois modelos urbanos de carros elétricos com preço de ‘popular’ , o e.coTech2 e o e.coTech4 (dependendo da quantidade de portas), que serão comercializados a partir de julho pela empresa paranaense Hitech Electric.
Os veículos feitos na China têm como porta de entrada no Brasil a empresa localizada em Pinhais, na Grande Curitiba, que começa a vender os veículos por valores bastantes chamativos para um automóvel elétrico: R$ 44.890 (e.coTech2) e R$ 49.890 (e.coTech4).
Há ainda dois modelos de caminhão leve elétrico, o e.coCargo (R$ 56.990) e o e.coTruck (R$ 59.990). Os modelos são desenvolvidos pelo grupo Aoxin New Energy, uma estatal que é a principal fornecedora de caminhões da China.
As novidades estarão no showroom de revendedores em algumas cidades do Brasil, como Curitiba, Cascavel e São Paulo, a partir da primeira semana de julho de 2017. Por enquanto, as vendas ocorrem apenas para B2B (empresas).
Pelas fotos fica claro que a intenção do empresa não é competir com i3. O visual não é um convite ao consumidor para entrar neste universo sem emissão de gases poluentes.
Por isso, o empresário aposta que a demanda virá de quem já entende os benefícios e a economia de um veículo elétrico no uso urbano e, principalmente, em locais fechados, como condomínios, instalações industriais, clubes, hotéis, prefeituras e parques.
“É um design exótico, que foge do perfil tradicional, mas que tem tido uma aceitação muito grande dos clientes. Além disso, é possível personalizar os veículos em diferentes cores e plotagens”, ressalta o empresário da empresa.
Um aplicativo monitora o veículo de forma remota, repassando informações sobre problemas e nível de bateria; a instalação de um controlador de velocidade que identifica radares e desacelera o carro automaticamente; e um dispositivo de recarga da bateria que pode ser instalado em prédios e condomínios.
Economia dos carros elétricos com preço de ‘popular’:
Além do preço convidativo, próximo a um popular, ao contrário dos carros convencionais, o modelo elétrico não usa uma gota de combustível: ele pode ser carregado em qualquer tomada 110 v ou 220 v, como se fosse um celular.
O custo de manutenção chega a ser 10% do valor cobrado por um motor a combustão. Não tem troca de óleo e nem de filtros e velas e há uma redução de 50% nos desgastes de suspensão e freio.
Além disso, em muitas cidades do Brasil os carros elétricos têm desconto significativos no IPVA.
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A economia média anual em combustível pode chegar a R$ 10mil e o retorno do investimento ocorre em 36 meses, garante Contin, que é engenheiro mecânico e chefe de equipe da Hitech Racing de Fórmula 3 desde 2009.
Desempenho ainda desanima: A autonomia do veículo é de 100 km, e o veículo alcança no máximo 60 km/h.
Mas a empresa afirma que há um segundo modelo previsto para o mercado. Trata-se do e-GO, um veículo elétrico voltado para desempenho: produzido com fibra de carbono, atingirá até 140 km/h, com autonomia de 350 km. Seu lançamento está marcado para dezembro.
Para os modelos de carros elétricos com preço de popular que começaram a se comercializados em julho, haverá dois tipos de bateria; a de íon-litio que é recarregada em postos específicos e fica cheia em apenas 30 minutos, e a bateria de chumbo-ácido que leva até 8 horas para dar a carga máxima, mas pode ser feita em qualquer rede elétrica em voltagem 110 v ou 220 v.
Fonte: Gazeta do Povo e Vix
Fotos e imagens: Divulgação









