Requalificação sob o Minhocão com soluções baseadas na natureza

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Minhocão com soluções baseadas na natureza JARDINS DE CHUVA

A Prefeitura de São Paulo deu início às obras da segunda fase de requalificação da Avenida Amaral Gurgel sob o Minhocão com soluções baseadas na natureza. Essa etapa, nos quatro quarteirões entre as ruas Cunha Horta e Jaguaribe, visa melhorar a permeabilidade do solo e também o aspecto visual dessa área.

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No trecho entre as ruas Santa Isabel e Cunha Horta, serão instalados Jardins de Chuva e floreiras, além dos pilares que receberão trepadeiras. Também haverá espaço para ponto de aluguel de bicicletas. A ciclofaixa da via será mantida. A previsão de duração da obra é de 30 dias.

Na quadra entre as ruas Santa Isabel e Jaguaribe, o projeto prevê ainda um bolsão para taxistas, cuja dimensão será analisada pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP).

Os Jardins de Chuva do Minhocão serão ligados à rede de drenagem superficial da Rua Amaral Gurgel.

Minhocão com soluções baseadas na natureza
Imagem: Prefeitura de SP

Dessa forma, as estruturas vão cumprir a função de aumentar a área permeável da região mesmo localizadas em espaço coberto. As obras foram iniciadas no sábado (7) e são realizadas pela Secretaria Municipal das Subprefeituras.

Atualmente, São Paulo conta com 420 jardins de chuva e a meta da Prefeitura é chegar a mil jardins até 2028.

Essas estruturas são compostas por reservatórios subterrâneos que armazenam a água da chuva, ajudando a desafogar o sistema de escoamento que, normalmente, direcionaria a água para os bueiros.

Esses jardins são formados por três camadas principais: um poço de infiltração com aproximadamente um metro de profundidade, uma estrutura composta por pedras grandes, brita e solo, e, por fim, a camada superficial com flores.

Criticas a requalificação sob o Minhocão com soluções baseadas na natureza

Depois das polêmicas vagas de estacionamento, a Prefeitura de São Paulo iniciou nesta semana a construção de jardins de chuva embaixo do elevado João Goulart, no Centro da capital paulista.

A nota não explica por que construir jardins de chuva – áreas permeáveis, com tratamento paisagístico – sob um viaduto, onde não chove e nem há radiação solar para o desenvolvimento das plantas. O objetivo mais evidente, segundo o site Mobilize, parece ser a criação de barreiras que impeçam a ocupação dos baixos do viaduto pelas barracas, carriolas, colchões e cobertores de pessoas em situação de rua.

Futuro do Minhocão

Enquanto isso, o futuro do viaduto Presidente João Goulart, o Minhocão, no centro de São Paulo, e os impactos da desativação do elevado foram debatidos nesta quarta-feira (11) em evento promovido pela Associação Comercial de São Paulo.

No Plano Diretor do município, aprovado em 2024, a desativação do Minhocão está prevista para ocorrer até 2029. Segundo a prefeitura de São Paulo, isso seria possível com a construção de um corredor de 6,9 quilômetros chamado de Boulevard Marquês de São Vicente.

Atualmente, o viaduto funciona como via expressa para veículos apenas nos dias úteis até às 20h. Após esse horário e aos finais de semana e feriados, o Minhocão é fechado para automóveis e aberto para o público das 7h às 22h, funcionando como um espaço para caminhada, corrida e lazer.

Fonte: Prefeitura de SP, Agencia Brasil e Mobilize

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