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	<title>arquitetura no combate a pandemia Archives - SustentArqui</title>
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	<description>Portal de Arquitetura Sustentável</description>
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	<title>arquitetura no combate a pandemia Archives - SustentArqui</title>
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		<title>Construções que priorizam a saúde e o bem-estar prometem revolucionar o mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SustentArqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 18:34:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar dos ocupantes]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura no combate a pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Normalmente gastamos 90% do nosso tempo em ambientes fechados. Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) estamos mais em casa do que nunca. Voltamos para o conforto do nosso lar e levamos junto o nosso trabalho, um bilhete de ida, sem data certa para a volta. Aderimos ao home office e improvisamos nosso escritório: [&#8230;]</p>
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<p><strong>Normalmente gastamos 90% do nosso tempo em ambientes fechados. Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) estamos mais em casa do que nunca. Voltamos para o conforto do nosso lar e levamos junto o nosso trabalho, um bilhete de ida, sem data certa para a volta.</strong></p>



<p>Aderimos ao home office e improvisamos nosso escritório: reservamos parte da mesa de jantar para colocar o computador, adotamos uma cadeira, deixamos o traje social no guarda-roupa e o sapato no armário. Vestimos bermuda e a camiseta preferida. O melhor dos mundos! Até a realidade bater em nosso ombro.</p>



<p>As crianças se aproximam a cada cinco minutos para brincar, o cachorro late sem parar no meio de um call, a panela de pressão “grita” na cozinha ao lado. </p>



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<p>As costas começam a doer depois de 1 hora sentado naquela cadeira de madeira, carência ou excesso de iluminação e é preciso forçar os olhos para enxergar a tela, é necessário escolher entre fechar a janela para não ouvir a música alta dos vizinhos ou passar calor (ou frio).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Nesse momento, descobrimos que a nossa casa não é tão confortável assim, pelo menos para uma rotina de trabalho de 40 horas semanais, cinco vezes por semana. </h4>



<p>Nos sentimos improdutivos e estressados, a cabeça começa a doer, fica impossível se concentrar e ainda resta mais da metade da lista de tarefas do dia para fazer. A sensação é de cansar o dobro, para executar nem metade.</p>



<p>Por que nos sentimos assim? Segundo Guido Petinelli, CEO da Petinelli &#8211; empresa de consultoria em sustentabilidade para certificação de edificações <strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="LEED (abre numa nova aba)" href="https://sustentarqui.com.br/certificacao-leed-o-que-e-e-como-funciona/" target="_blank">LEED</a></strong> e <strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="WELL (abre numa nova aba)" href="https://sustentarqui.com.br/a-certificacao-well-e-o-case-setri/" target="_blank">WELL</a></strong> -, esses são os efeitos de passar tanto tempo num ambiente que não foi projetado para a atividade que estamos desempenhando em casa, ou seja, trabalhar.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conforto térmico</strong></h2>



<p>Entre as diferenças, está a questão do conforto térmico. Em casa, geralmente, o ambiente escolhido para trabalhar não é climatizado e, se o é, não permite o controle individual. </p>



<p>Pesquisas revelam que graus moderados de controle individual sobre a temperatura melhoram consideravelmente a produtividade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"> <strong>Acústica</strong>  </h2>



<p>A acústica também influencia no desempenho. No trabalho, há um padrão de comportamento esperado entre as pessoas que compartilham do espaço, ou seja, há um controle maior de barulho e silêncio. </p>



<p>Em casa, o nível de ruídos é imensamente maior e incontrolável: o bebê acorda no meio do call, o cachorro late, os carros passam na rua, o vizinho fala alto, e essas interrupções causam distração e estresse.</p>



<h2 class="wp-block-heading"> <strong>Qualidade do ar</strong> </h2>



<p>A qualidade do ar impacta diretamente na concentração: mau cheiro ou perfumes tiram o foco da tarefa que está sendo executada. A própria pintura da parede pode liberar gases tóxicos. </p>



<p>A qualidade do ar exige que ele seja renovado, o que não acontece ao escolher um cantinho isolado da casa para trabalhar com menos barulho, ainda mais se ele não tiver janelas. Ganha-se na acústica, perde-se na qualidade do ar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"> <strong>Ergonomia</strong> </h2>



<p>A ergonomia está relacionada à adaptação dos elementos do ambiente de trabalho à realização de atividades repetitivas, por determinado período de tempo, evitando lesões. </p>



<p>Ajuste da cadeira, profundidade da mesa para abrigar tudo o que você precisa e atenção ao ângulo de inclinação do braço em direção ao teclado são preocupações no ambiente de trabalho, mas itens negligenciados em casa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"> <strong>Conforto visua</strong>l </h2>



<p>O conforto visual está relacionado aos níveis de luminância, que não são dimerizáveis quando se está em casa. A posição solar do seu escritório improvisado em casa é favorável em alguns períodos do dia, em outros não, e não é possível fazer essa compensação. </p>



<p>O nível inadequado de luminância no ambiente exige esforço constante para adaptação ocular à tela, o que gera a fadiga visual.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Iluminação</strong></h2>



<p>Situações como as acima podem estar acontecendo no próprio ambiente de trabalho, mesmo depois do investimento para trocar todas as lâmpadas por LED, por exemplo: uma atualização de iluminação eficiente com um retorno de dois anos poderá resultar em prejuízo se o brilho, a fadiga visual ou baixa iluminação no ambiente comprometerem até 1% da produtividade, segundo dados do International WELL Building Institute (<a href="https://www.wellcertified.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="IWBI (abre numa nova aba)">IWBI</a>).</p>



<p>“Isso significa que mais do que projetar as edificações para serem eficientes e sustentáveis, é preciso pensar na qualidade das condições que estão sendo oferecidas aos ocupantes, priorizando sua saúde e desempenho. É fazer mais e melhor com menos, de forma criativa e funcional”, explica Guido.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Por isso, é importante adotar novos padrões para o desenvolvimento e execução de projetos arquitetônicos e de engenharia, que possibilitem medir, certificar e monitorar os recursos do ambiente construído que impactam a saúde e o bem-estar das pessoas.</strong> </h4>



<p>Essa nova demanda vai ao encontro do que é exigido na <strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="certificação WELL (abre numa nova aba)" href="https://sustentarqui.com.br/a-certificacao-well-e-o-case-setri/" target="_blank">certificação WELL</a></strong> Building Standard, que mede 10 fatores de um edifício ideal para os ocupantes.</p>



<p>Guido explica que as premissas compreendem a melhoria da qualidade do ar interno e remoção dos contaminantes transportados pelo ar; fornecimento de água da mais alta qualidade por meio de filtragem e tratamento e promoção da acessibilidade; e controles da intensidade de iluminação.</p>



<h4 class="wp-block-heading">“Além dos elementos tangíveis, a certificação WELL Building Standard engloba os aspectos intangíveis associados ao incentivo à atividade física através do design do edifício, a oferta de escolhas alimentares saudáveis, a criação de ambientes produtivos, ergonômicos, livres de distrações e relaxantes e o apoio à saúde mental e emocional dos ocupantes”, complementa Guido.</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-1024x683.jpg" alt="Guido Petinelli" class="wp-image-24471" srcset="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-1024x683.jpg 1024w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-300x200.jpg 300w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-768x512.jpg 768w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-1536x1024.jpg 1536w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-2048x1365.jpg 2048w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-24x16.jpg 24w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-36x24.jpg 36w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-48x32.jpg 48w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Guido-Petinelli-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Guido Petinelli</figcaption></figure></div>



<p>No mundo, 3.822 projetos já estão registrados no programa WELL e 292 são certificados, para um total de mais de 4,1 mil projetos em 59 países. Isso totaliza 49 milhões de m² construídos e certificados ou em processo de certificação, entre edifícios comerciais de escritórios, espaços interiores, edifícios multifamiliares, lojas de varejo, escolas, restaurantes e projetos de cozinha comercial.</p>



<p>Ele lembra que o Brasil não fica atrás nesse movimento global, com a vanguarda da Região Sul, mais especificamente, do Paraná e da capital Curitiba. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><a href="https://sustentarqui.com.br/edificios-autossuficientes-parana/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Relacionado: Paraná é líder de edifícios autossuficientes no país (abre numa nova aba)">Relacionado: Paraná é líder de edifícios autossuficientes no país</a></strong></h4>



<p>O Erastinho &#8211; primeiro hospital oncopediátrico do Estado, destinado especialmente ao combate do câncer infanto-juvenil -, está em obras e terá a certificação WELL.</p>



<p>O mesmo deve acontecer no mercado de incorporação imobiliária, com a certificação de novos lançamentos na capital paranaense. A nova sede da Vivensis &#8211; empresa de tecnologia de informação, também em Curitiba -, além de ser autossuficiente em energia, busca o selo WELL.</p>



<p>“A experiência transforma prioridades e redefine critérios de escolha individuais e coletivas. Apesar de vivermos uma situação dramática de saúde pública no mundo, esse é um momento de disrupção para a construção civil. <strong>É a oportunidade para estabelecer um novo padrão de edificações, que priorizem a saúde e o bem-estar de seus ocupantes, junto com a eficiência e a sustentabilidade</strong>”, avalia Guido.</p>



<p>.</p>



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<p>Matéria enviada por Guido Petinelli</p>
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		<title>Cidades inteligentes podem oferecer soluções em uma pandemia?</title>
		<link>https://sustentarqui.com.br/cidades-inteligentes-podem-oferecer-solucoes-em-uma-pandemia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SustentArqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 14:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanismo Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura no combate a pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[smart city]]></category>
		<category><![CDATA[cidade inteligente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de crises como a pandemia global em que vivemos, as soluções desenvolvidas pelas cidades inteligentes, seus agentes e especialistas de todo o mundo precisam ser compartilhadas cada vez mais. Resiliência, digitalização, acesso a dados e conexões emocionais são alguns dos tópicos que fazem com que uma cidade seja considerada “smart”. “O papel do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em tempos de crises como a pandemia global em que vivemos, as soluções desenvolvidas pelas cidades inteligentes, seus agentes e especialistas de todo o mundo precisam ser compartilhadas cada vez mais. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Resiliência, digitalização, acesso a dados e conexões emocionais são alguns dos tópicos que fazem com que uma cidade seja considerada “smart”. </strong></h4>



<p>“O papel do ecossistema de inovação, e da relação entre governança e iniciativa privada, é fomentar essa troca de experiências nos âmbitos da cidadania, tecnologia, meio ambiente e soluções para o bem-estar e a saúde coletivas”, enfatiza Beto Marcelino, sócio diretor do iCities, empresa que realiza anualmente a edição brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo, o Smart City Expo Curitiba. </p>



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<p><strong>Para auxiliar nesse compartilhamento de iniciativas, o iCities reúne a seguir algumas ideias que podem ser colocadas em prática a médio prazo.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Criando conexões emocionais</strong></h2>



<p>Fugindo do conceito de que inovação esteja ligada estritamente à tecnologia, Marcos Batista, diretor de inovação do Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul (SP), defende soluções à brasileira. </p>



<p>&#8220;Nossas cidades serão conhecidas pelo tamanho, pelos problemas que resolvem, transformações que promovem e esperanças que recuperam. Inovação é criar um propósito bem definido e uma conexão emocional. Isso pode ocorrer, por exemplo, ao se elaborar uma identidade (por meio do branding) e uma missão para o município, como é o caso dos destinos turísticos&#8221;, explica Batista.</p>



<p><strong>A comunicação entre o poder público e os cidadãos amplia o engajamento popular em projetos colaborativos. </strong></p>



<p>&#8220;Cidades que oferecem seus serviços de forma esporádica estão fadadas a morrer. Com a transformação digital e a tecnologia surgem outras interações, como responder aos desejos das pessoas com velocidade, flexibilidade e precisão. Outras formas de inovar passam por oferecer serviços de curadoria e o coach comportamental, que vão mais na linha de incentivar e engajar cidadãos em ações&#8221;, resume.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Acesso a dados e produção alimentar</strong></h2>



<p>Especialista na transformação de líderes e de organizações com base na convergência de estratégia, tecnologia e venture capital, Francisco Milagres considera que o acesso às redes de dados e privacidade traz grandes desafios e oportunidades.</p>



<p>&#8220;O desafio é preparar e treinar as pessoas para que consigam ter acesso a esses dados e desenvolver inteligência e informação. Por outro lado, é preciso que governos e empresas também saibam como tabular e disponibilizar estes dados de forma ética e eficiente&#8221;, aponta o consultor, que é embaixador da plataforma OpenExO (consultoria de gerenciamento, um ecossistema de transformação global que conecta profissionais e ajuda instituições de todo o mundo a transformar suas realidades).</p>



<p><strong>Além da questão de acesso a dados, os especialistas concordam sobre como a tecnologia pode ajudar em momentos de crise, quando líderes a colocam em prática em áreas fundamentais como a produção alimentar. </strong></p>



<p>&#8220;É preciso entender que quando falamos em sensores, internet das coisas, drones, isso também é aplicável ao campo, de forma a aumentar a produtividade de nossa cadeia alimentar. Hoje se fala muito em fazendas verticais, que aproximam o produtor das cidades e reduzem os impactos logísticos desse negócio&#8221;, pontua Milagres.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Digitalização imprescindível</strong></h2>



<p>Depois da quarentena e do isolamento social promovidos pela crise no novo Coronavírus, as relações de trabalho não serão mais as mesmas: a digitalização é imprescindível e imperativa para pessoas e empresas. </p>



<p>Essa é a análise do espanhol Josep Piqué, presidente da TechNova Barcelona e um dos idealizadores do 22@Barcelona, distrito de inovação que virou case mundial de transformação urbana.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="640" height="405" src="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/22@Barcelona405.jpg" alt="Cidades inteligentes 22@ Barcelona" class="wp-image-24480" srcset="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/22@Barcelona405.jpg 640w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/22@Barcelona405-300x190.jpg 300w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/22@Barcelona405-24x15.jpg 24w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/22@Barcelona405-36x23.jpg 36w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/22@Barcelona405-48x30.jpg 48w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption>22@ Barcelona</figcaption></figure></div>



<p>“A digitalização é fundamental para que cidades sejam mais inteligentes e resilientes, principalmente em momentos de crises como a que estamos vivendo. <strong>A vida pós Covid-19 é muito mais smart</strong>”, ressalta. Para Piqué, os ecossistemas de inovação existentes pelo mundo precisam se articular através do compartilhamento de uma agenda de desafios, no qual cada agente – governo, empresas, academia – trata de uma demanda específica. “Os desafios podem ser sanitários, econômicos, sociais, urbanos. O ecossistema toma sentido quando compartilha os desafios entre si. Isso nos ajuda a entender quem faz o quê, porque ninguém pode fazer tudo”, endossa o especialista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O futurismo é agora</strong></h2>



<p>Quando se fala em cidades inteligentes, há quem pense que se trata de uma ideia futurista e de promessas que não saem do papel. Mas a pesquisadora Ana Carolina Benelli, consultora do Instituto de Tecnologia e Sociedade, mostra o contrário: o futurismo é agora. </p>



<p>“Há uma série de projetos que representam o conceito de cidades integradas, tecnológicas e resilientes. De<strong><a href="https://sustentarqui.com.br/tag/hortas-comunitarias/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" hortas comunitárias  (abre numa nova aba)"> hortas comunitárias </a></strong>a modelos de gestão da informação nos setores públicos, é possível fazer com que os projetos atendam as expectativas dos cidadãos, indo além da prestação de contas. Temos que partir para o empoderamento de grupos da sociedade para tomada de decisões e formulações de políticas públicas”, defende.</p>



<p><strong>Segundo ela, o melhor exemplo sobre o engajamento cívico e protagonismo cidadão será visto em nossas comunidades após a pandemia da Covid-19. </strong></p>



<p>“A governança de como tratamos essa situação é o que fará a diferença. Como vamos usar esses aprendizados para lidar com uma próxima emergência? Como internalizar essas informações que estamos recebendo e transformar num conhecimento útil para a criação de políticas públicas, melhorias e ações de desenvolvimento territorial no nosso próprio bairro? Isso é o que torna uma cidade inteligente.&#8221;</p>



<p></p>



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<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sobre o <a href="https://www.smartcityexpocuritiba.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Smart City Expo Curitiba 2020 (abre numa nova aba)">Smart City Expo Curitiba 2020</a></strong></h4>



<p>O Smart City Expo Curitiba 2020 é chancelado pela FIRA Barcelona, consórcio público espanhol formado pela Prefeitura de Barcelona, Governo da Catalunha e Câmara de Comércio de Barcelona, e que é o organizador do Smart City Expo World Congress, maior evento sobre cidades inteligentes do mundo. No Brasil, o evento é organizado pelo iCities, empresa curitibana especializada em soluções inteligentes, e tem o apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba.</p>



<p>O tema do evento, que será sediado no Centro de Eventos Positivo (antigo Expo Barigui) é “Smart Cities in Action”. O evento foi adiado, com reservas de datas para novembro e dezembro. Os ingressos continuarão válidos até a próxima data. iCities, Fira Barcelona e a Prefeitura de Curitiba mantém um estreito contato com as autoridades sanitárias para acompanhar a evolução do COVID-19 e dos protocolos estabelecidos, de acordo com as diretrizes das autoridades brasileiras e da Organização Mundial da Saúde (OMS).  </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sobre o iCities</strong></h4>



<p>O iCities foi fundado em 2011 com a visão de que as cidades devem ter papel muito mais proativo no desenvolvimento da sociedade. </p>



<p>Dentre os projetos de maior relevância da empresa estão a vinda e organização do maior congresso do tema de smart cities de Barcelona para Curitiba – o Smart City Expo Curitiba. </p>



<p>O iCities também trabalha com consultoria para projetos de smart city para municípios de todo o país.</p>
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		<title>Isolamento social e o ambiente construído</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maíra Nazareth de Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2020 18:23:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Referencial GBC Brasil Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Maíra Macedo]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura no combate a pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar dos ocupantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de isolamento social é uma ótima oportunidade para repensarmos a forma como vivemos e perceber o impacto que o ambiente construído pode causar diretamente na saúde de um indivíduo e de toda a sua família. Se vamos além na reflexão e pensarmos que praticamente toda a sociedade planetária encontra-se “em casa” desenvolvendo todas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Em tempos de isolamento social é uma ótima oportunidade para repensarmos a forma como vivemos e perceber o impacto que o ambiente construído pode causar diretamente na saúde de um indivíduo e de toda a sua família. </strong></p>



<p>Se vamos além na reflexão e pensarmos que praticamente toda a sociedade planetária encontra-se “em casa” desenvolvendo todas as suas atividades, seja de trabalho, refeições, lazer, e descanso, agora, mais do que nunca, a residência tem uma importância vital em nosso dia-a-dia. </p>



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<p>Uma edificação que não foi projetada e construída com o cuidado em proporcionar conforto e maior qualidade de vida aos seus moradores pode causar diversos sintomas negativos para a sua saúde, tais como: fatiga, dores de cabeça, problemas respiratórios, irritabilidade, dentre vários outros…</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>As construções sustentáveis têm um papel fundamental na saúde dos ocupantes por fornecerem diretrizes de projeto e construção que visam a melhoria do bem-estar físico e emocional e o aprimoramento do conforto das pessoas que ali irão residir. </strong></h3>



<p>O GBC CASA &amp; Condomínio prioriza o tema saúde e bem-estar como um dos principais objetivos da certificação. </p>



<p>Para isso, estabelece uma série de requisitos visando a melhora do conforto térmico, acústico, lumínico, a melhora da qualidade do ar, etc. </p>



<p> No que tange à melhora da qualidade do ar, as estratégias a serem incorporadas envolvem: o controle do vazamento de gases de combustão; a redução do mofo e exposição a poluentes internos por meio do uso de sistemas passivos (ventilação simples e/ou cruzada) ou ativos (exaustores mecânicos) que forneçam a exaustão do ar interior para o exterior das áreas molhadas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="900" height="598" src="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-cozinha.jpg" alt="ambiente construído sustentável" class="wp-image-24464" srcset="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-cozinha.jpg 900w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-cozinha-300x199.jpg 300w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-cozinha-768x510.jpg 768w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-cozinha-24x16.jpg 24w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-cozinha-36x24.jpg 36w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-cozinha-48x32.jpg 48w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p>Além do controle de umidade local com a impermeabilização  das áreas molhadas, os locais diretamente expostos a água, como os boxes de chuveiros e duchas e a proteção com revestimento adequado no entorno das torneiras; a redução da exposição dos ocupantes da residência aos poluentes provenientes da garagem, vedando hermeticamente as superfícies situadas entre a garagem e os espaços internos, ou por meio da instalação de exaustores com acionamento próprio na garagem. </p>



<p>Outras estratégias envolvem o controle de partículas contaminantes e o uso de materiais com baixo teor de ureia formaldeído e baixo índice de COV.</p>



<p> O empreendimento também deverá atender à avaliação mínima quanto ao nível de desempenho térmico, acústico e lumínico conforme a NBR15575 para a obtenção de ambientes com melhor qualidade para os ocupantes nesses quesitos e conforme a melhora do desempenho ele irá pontuar nos créditos relacionados a cada um desses fatores.</p>



<p>Vale citar outras estratégias também consideradas pela certificação, tais como: o desenvolvimento de um Plano de <a href="https://sustentarqui.com.br/biofilia-na-arquitetura/"><strong>Biofilia</strong></a>, o qual deverá descrever como o projeto incorpora a natureza dentro de seus limites; um plano de integração de obras de arte nas áreas de convívio e permanência do empreendimento; Protocolo de Limpeza; Espaços para atividades físicas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="619" src="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-fachada.jpg" alt="Isolamento social e o ambiente construído" class="wp-image-24465" srcset="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-fachada.jpg 900w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-fachada-300x206.jpg 300w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-fachada-768x528.jpg 768w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-fachada-24x17.jpg 24w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-fachada-36x25.jpg 36w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/casa-1-fachada-48x33.jpg 48w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p><strong>Com a execução destas medidas enfocadas na saúde das pessoas, o ambiente construído pode aliviar significativamente o nosso estresse em tempos difíceis de crise e isolamento social, acolhendo-nos e proporcionando o conforto e bem-estar necessários para manter o nosso estado de espírito e físico fortalecidos para o combate ao COVID-19.</strong></p>



<p></p>



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<p>Matéria enviada pela arquiteta <strong>Maíra Nazareth de Macedo</strong> – Gerente de Projetos e Certificações no GBC Brasil, Mestre em Arquitetura Sustentável pela Universidat Politècnica de Catalunya e Mestre pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP</p>



<p></p>



<p>Fotos SLAPHOTOSTUDIO: Casa 1 &#8211;  ES Arquitetura &#8211; Criciúma-SP<br> <br> </p>



<p></p>
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		<title>Urbanismo contra as epidemias &#8211; O exemplo de Barcelona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SustentArqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 18:29:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanismo Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura no combate a pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O exemplo da Barcelona do sec. XIX no urbanismo contra as epidemias. &#8220;Os problemas de saúde pública foram o que fez a cidade repensar, porque as doenças afligiam tanto os ricos quanto os pobres&#8221;. Richard Sennet, em Construir e habitar. Esta foi a principal razão do nascimento do planejamento urbano moderno em Barcelona. Com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O exemplo da Barcelona do sec. XIX no urbanismo contra as epidemias.  </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Os problemas de saúde pública foram o que fez a cidade repensar, porque as doenças afligiam tanto os ricos quanto os pobres&#8221;. Richard Sennet, em Construir e habitar.</p></blockquote>



<p>Esta foi a principal razão do nascimento do planejamento urbano moderno em Barcelona. Com a ajuda de Ildefons Cerdà, um novo bairro foi planejado além dos muros que foram demolidos em 1854 para combater as epidemias que assolavam o século XIX nas grandes cidades, cada vez mais povoadas e com um sério problema de superlotação. </p>



<p></p>



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<p></p>



<p>As quarentenas impostas em Barcelona para lidar com doenças não funcionaram, e o desenvolvimento da ciência e das estatísticas impôs a ideia de &#8220;uma cidade higiênica e funcional que deveria permitir uma condição de igualdade entre todos os moradores que a usavam&#8221;, em palavras planejador urbano Joan Busquets.</p>



<h4 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#718d26"><strong>Barcelona resiliente saiu dessas epidemias periódicas através do planejamento urbano. </strong></h4>



<p>Cerdà, que era engenheiro, mas foi o primeiro a escrever essa palavra em um texto impresso, implantou um novo tecido urbano e estudou as condições de vida dos trabalhadores. </p>



<p>O arquiteto Vicente Guallart explica que, pertencente à corrente dos socialistas utópicos, estava muito interessado em melhorar a situação dos trabalhadores que viviam nas áreas mais deprimidas e insalubres, e o estudo o fez por meio de estatísticas. .</p>



<p>Ele também prestou muita atenção à criação de uma poderosa infraestrutura de esgoto e à eliminação de fossas, diz o arquiteto Toni Solanas, membro do grupo de trabalho Salut i Arquitectura da Col·legi d&#8217;Arquitectura de Catalunya (COAC).</p>



<p>“Naquela época, os médicos pensavam que a cólera estava espalhada pelo ar e não pela água. Foi um período de pleno desenvolvimento industrial, com muitas fábricas começando a funcionar, e a fumaça negra das chaminés inundava Barcelona ”, diz Solanas. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/urbanismo-contra-epidemias-sagrada-família-819x1024.jpg" alt="urbanismo contra epidemias - barcelona" class="wp-image-24343" srcset="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/urbanismo-contra-epidemias-sagrada-família-819x1024.jpg 819w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/urbanismo-contra-epidemias-sagrada-família-240x300.jpg 240w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/urbanismo-contra-epidemias-sagrada-família-768x960.jpg 768w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/urbanismo-contra-epidemias-sagrada-família-19x24.jpg 19w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/urbanismo-contra-epidemias-sagrada-família-29x36.jpg 29w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/urbanismo-contra-epidemias-sagrada-família-38x48.jpg 38w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/04/urbanismo-contra-epidemias-sagrada-família.jpg 1024w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /><figcaption>Eixample  &#8211; Em 1860, Cerdà iniciou a construção de um novo bairro construído através de ilhas de casas pontilhadas de espaços verdes distribuídos por toda a cidade.</figcaption></figure></div>



<p><strong>Assim, a criação de um novo bairro, 20 vezes maior que a cidade antiga, com casas que entravam luz, ventiladas e com pátios interiores. </strong></p>



<p>Uma área residencial formada por ruas arborizadas nas mesmas proporções que possuíam chanfros que serviam de pequenas praças e na qual a mobilidade também era garantida.</p>



<p>Para a arquiteta e professora de urbanismo Maria Rubert, o desenvolvimento científico de meados do século XIX foi decisivo quando aplicado ao tecido urbano da cidade para combater as doenças. </p>



<p>Um fato que se repetiu ao longo da história. Rubert dá como exemplo a incorporação de fontes nas praças ou a remoção de cemitérios fora das cidades, práticas introduzidas no reinado de Carlos III que serviram para mitigar os efeitos de epidemias que dizimavam a população.</p>



<p>O projeto de Cerdà acabou sofrendo variações terríveis. Solanas e Guallart alertam que especulação e densificação foram os dois processos que acabaram distorcendo completamente o projeto. Embora ele reconheça que o modelo sobrevive, pois significou uma mudança de paradigma na concepção da cidade moderna.</p>



<p><strong>Os profissionais de arquitetura enfatizam que é difícil levar as lições do plano Cerdà à atual epidemia de coronavírus em Barcelona. Mas coincidem em apontar que o confinamento obrigatório da população em residências particulares deve ser um antes e um depois na concepção dos novos lares a serem construídos.</strong></p>



<p>O arquiteto-chefe da prefeitura de Barcelona, ​​Xavier Matilla, foi um dos primeiros trabalhadores municipais a receber o diagnóstico de Covid-19 e está em casa desde 9 de março. </p>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#718d26"><strong>“Agora, dentro de nossas casas, devemos fazer uma reflexão forçada de como vivemos. Por que os banheiros, que devem ser os cômodos mais ventilados, são internos? Por que os espaços comunitários foram reduzidos ao mínimo, assim como a área útil? ” Questiona Matilla. </strong></h3>



<p><strong>Perguntas cujas respostas o levam a defender que os lares devem deixar de ser vistos de uma lógica econômica para priorizar sua qualidade acima de tudo.</strong></p>



<p>Solanas concorda com essa idéia e ressalta que a arquitetura e o design de edifícios de baixo custo prevalecem. Ele alerta que 30% das propriedades estão doentes e que a ideia de progresso foi perdida.</p>



<p>Por sua parte, Vicente Guallart explica que hoje em dia no Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha (IAAC) deveria ter sido iniciado um mestrado para os arquitetos chineses ensinarem o modelo de Barcelona, ​​que deve ser entendido como uma rede de bairros sem centros e sem periferia. </p>



<p>“O confinamento ocorre na escala da casa e se torna o local onde morar, trabalhar e descansar (morar, trabalhar e descansar) são micro-cidades. O teletrabalho é mais importante agora do que nos anos 90, e produzimos em residências ”, ressalta. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Por isso, defende o desenvolvimento de edifícios ecológicos que possam contemplar vistas exteriores e incorporar vegetação, que pode ser regada com <a rel="noreferrer noopener" aria-label="água cinza (abre numa nova aba)" href="https://sustentarqui.com.br/aguas-cinzas-o-que-sao-e-dicas-de-reuso/" target="_blank">águas cinzas</a>. &#8220;Uma natureza que muitos sentem falta, nestes dias de confinamento.&#8221;</strong></h4>



<p>A arquiteta Carme Fiol usa o Unités d&#8217;Habitation de Le Corbusier em Marselha como exemplo de uma casa ainda em uso e foge dos edifícios que se tornaram moda no Meridiana e que só têm janelas. </p>



<p><strong>Ela considera que uma reflexão sobre muitas questões surgirá a partir desses dias de confinamento e a de moradia, no momento, é especialmente sensível devido à situação de confinamento.</strong></p>



<p>Matilla propõe abrir um debate sobre a tipologia das casas e ir adiante. Pela experiência do confinamento, ele considera deve-se pedir que o governo  repense o atual decreto de habitabilidade para incorporar melhorias relacionadas à superfície das casas e à incorporação de varandas e terraços.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#718d26"> <strong>Profissionais dizem que o confinamento significa um antes e um depois</strong></h2>



<p>Maria Rubert também concorda em salientar que talvez tenha chegado a hora de modificar a maneira de construir e projetar as casas para também pensar em sua distribuição interior. </p>



<p>“Ficar trancado dentro deles nos obriga a pensar em como queremos que os lugares em que vivemos e com quem você quer estar. Você precisa encontrar soluções para que dentro dos espaços, também se possa estar no exterior ”, completa. </p>



<p>Lembrando que a vida rural, criticada por muitos diante do turbilhão da cidade grande, é mais atraente atualmente. &#8220;Nunca estamos em nossas casas e agora, sem poder sair, percebemos os desconfortos que nos causam&#8221;.</p>



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<p></p>



<p>Artigo original publicado no <a rel="noreferrer noopener" aria-label="La Vanguardia (abre numa nova aba)" href="https://www.lavanguardia.com/local/barcelona/20200329/48147954705/urbanismo-pandemias-coronavirus-tejido-urbano.html" target="_blank">La Vanguardia</a> &#8211; Foto da capa: Àlex Garcia</p>
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			</item>
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		<title>Como edifícios saudáveis podem ajudar no combate ao coronavírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SustentArqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2020 21:02:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Construção saudável]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura no combate a pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem a OMS declarou o Coronavírus como uma pandemia! Todos os países estão tomando medidas de precaução para que o vírus não se espalhe. Mas como os edifícios podem ajudar nessa luta contra a doença? Para responder esta questão Joseph Allen, professor de Harvard, escreveu um artigo no Financial Times sobre &#8220;Como edifícios saudáveis ​​podem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">Ontem a OMS declarou o Coronavírus como uma pandemia! Todos os países estão tomando medidas de precaução para que o vírus não se espalhe. Mas como os edifícios podem ajudar nessa luta contra a doença? </h4>



<p>Para responder esta questão Joseph Allen, professor de Harvard, escreveu um artigo no Financial Times sobre &#8220;Como edifícios saudáveis ​​podem nos ajudar a combater o coronavírus&#8221;.</p>



<p>Para relembrar casos parecidos, em 2003 a epidemia de Sars explodiu quando um profissional de saúde infectado, que sofria de pequenos sintomas respiratórios, foi a Hong Kong para o casamento de um amigo e se hospedou em um quarto do nono andar no Hotel Metropole. </p>



<p>Ele ficou gravemente doente no dia seguinte, foi a um hospital e morreu pouco depois &#8211; mas não antes de transmitir Sars a 16 outros hóspedes com quartos no mesmo andar. Esses anfitriões inadvertidos transportaram o vírus para outros países.</p>



<p>Um surto global foi espalhado por apenas uma pessoa em um único dia em um único andar de um hotel.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Edifícios podem piorar as coisas, mas também podem melhorar.</h3>



<p>Ainda não entendemos completamente como o novo coronavírus é transmitido &#8211; há evidências de que esses vírus podem se espalhar por meio de gotículas grandes quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. </p>



<p>Mais amplamente, os coronavírus emergentes também podem se espalhar através de pequenas partículas no ar (conhecidas como núcleos de gotículas), através do contato com superfícies infectadas (denominadas transmissão de fomitos) e por via fecal-oral.</p>



<p>Mesmo com essa incerteza, é claro que podemos alistar prédios para nos ajudar nessa luta. </p>



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<h2 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#0f760a">Estratégias de edifícios saudáveis para combater a propagação do vírus:</h2>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>-Aumentar a taxa de ventilação do ar externo</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="220" src="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/ventillacao-cruzada.png" alt="aumento da taxa de ventilação" class="wp-image-24240" srcset="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/ventillacao-cruzada.png 600w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/ventillacao-cruzada-300x110.png 300w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/ventillacao-cruzada-24x9.png 24w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/ventillacao-cruzada-36x13.png 36w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/ventillacao-cruzada-48x18.png 48w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure></div>



<p>Para aqueles edifícios com sistemas de ventilação mecânica, recomenda-se que seja verificado se o sistema está ligado sempre que o prédio estiver ocupado, e depois aumentar as taxas de entrada de ar fresco. </p>



<p>Para residências e edifícios sem sistemas centrais, a abertura de janelas desempenha um papel importante na liberação do ar interno obsoleto.</p>



<h4 class="wp-block-heading">&#8211;<strong>Controle do fluxo de ar entre ambientes</strong></h4>



<p>O controle do fluxo de ar entre as salas ajuda a evitar a contaminação cruzada. </p>



<p>A regra simples é fazer com que o ar passe de lugares limpos para sujos.</p>



<p>Os edifícios normalmente recirculam um pouco do ar, o que demonstrou levar a um maior risco de infecção durante os surtos, já que o ar contaminado em uma área circula para outras partes do edifício.</p>



<p> Se for absolutamente necessário recircular o ar, você poderá minimizar a contaminação cruzada aumentando o nível de filtragem. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>-A</strong>umentar a filtragem do ar</h4>



<p> A maioria dos edifícios usa filtros de baixa qualidade que podem capturar menos de 20% das partículas virais. A maioria dos hospitais, no entanto, usa um filtro com a classificação MERV de 13 ou mais. E por uma boa razão &#8211; eles podem capturar mais de 80% das partículas virais transportadas pelo ar.</p>



<p>Para edifícios sem sistemas de ventilação mecânica ou se você deseja complementar o sistema de seu prédio em áreas de alto risco, os purificadores de ar portáteis também podem ser eficazes no controle das concentrações de partículas no ar. </p>



<p>A maioria dos purificadores de ar portáteis de qualidade usa filtros HEPA, que capturam 99,97% das partículas.</p>



<p></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>&#8211; Gerenciamento da umidade</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="730" height="330" src="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-umidificador-1.jpg" alt="coronavirús - umidificador" class="wp-image-24236" srcset="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-umidificador-1.jpg 730w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-umidificador-1-300x136.jpg 300w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-umidificador-1-24x11.jpg 24w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-umidificador-1-36x16.jpg 36w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-umidificador-1-48x22.jpg 48w" sizes="(max-width: 730px) 100vw, 730px" /></figure></div>



<p>O professor Allen também destacou a importância do gerenciamento da umidade. <strong>Ele disse que alguns vírus sobrevivem melhor quando a umidade relativa (UR) é baixa. </strong></p>



<p>Por exemplo, sua equipe de pesquisa descobriu que aumentar a UR entre 30 e 50% levou a uma queda de 32% na sobrevivência do vírus influenza. Os primeiros resultados parecem mostrar que o coronavírus sobrevive melhor em superfícies quando a UR é de 20%.</p>



<p>Normalmente, imaginamos que condições úmidas apoiam o crescimento de bactérias, fungos e outros contaminantes biológicos. Mas alguns vírus, como a gripe, sobrevivem melhor quando a umidade relativa é baixa. </p>



<p>Um umidificador portátil pode ser uma boa estratégia para aumentar a umidade de um ambiente.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>-Limpezas da superfícies</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="914" height="454" src="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-limpeza.png" alt="limpeza de superfícies - coronavírus" class="wp-image-24234" srcset="https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-limpeza.png 914w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-limpeza-300x149.png 300w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-limpeza-768x381.png 768w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-limpeza-24x12.png 24w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-limpeza-36x18.png 36w, https://sustentarqui.com.br/wp-content/uploads/2020/03/coronavirús-limpeza-48x24.png 48w" sizes="(max-width: 914px) 100vw, 914px" /></figure></div>



<p>A limpeza das superfícies é outro mecanismo importante para limitar a disseminação da doença, incluindo o coronavírus. </p>



<p>Um estudo encontrou o RNA do coronavírus Sars em 30% das superfícies hospitalares testadas, inclusive nos quartos dos pacientes, nos corrimãos e nos <em>mouses </em>dos computadores. </p>



<p>A limpeza regular de superfícies com alto toque faz a diferença, especialmente em áreas onde indivíduos infectados podem estar presentes.</p>



<p></p>



<p><strong><a href="https://sustentarqui.com.br/construcao-saudavel-o-que/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Relacionado: Construção saudável: saiba o que é este conceito que é tendência no mercado (abre numa nova aba)">Relacionado: Construção saudável: saiba o que é este conceito que é tendência no mercado</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos colocar nossos edifícios para trabalhar para nós na luta contra doenças infecciosas. Isso inclui coronavírus e gripe, que mata entre 300.000 e 500.000 pessoas por ano. </strong></h3>



<p>Resumindo, os projetistas devem pensar em como trazer bastante ar externo para os ambientes e controlar a direção do fluxo de ar. Bons filtros e limpeza frequente da superfície são importantes, devemos ajustar os níveis de umidade interna e evitar a superlotação.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Mas mesmo os edifícios saudáveis precisam do apoio de seus ocupantes nessa luta. Coopere! Não esqueça de lavar sempre as mãos e se tiver algum sintoma, evite o contato com outras pessoas e procure um médico. </h4>



<p>O governo também deveria dar às autoridades locais o poder de obrigar proprietários e gerentes de edifícios a realizar verificações da qualidade interna do ar imediatamente e implementar medidas para todas as instalações usadas pelo público, incluindo escolas, hospitais e escritórios comerciais etc.</p>



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<p>Fonte: Artigos escrito por  Joseph Allen para o Financial Times e para o The New York Times.  Allen é diretor do programa Edifícios Saudáveis ​​de Harvard T.H. Chan School of Public Health e co-autor de <a href="https://forhealth.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="“Healthy Buildings: How Indoor Spaces Drive Performance and Productivity. (abre numa nova aba)">“Healthy Buildings: How Indoor Spaces Drive Performance and Productivity.</a>” (Edifícios Saudáveis: Como os Espaços Interiores Conduzem o Desempenho e a Produtividade)</p>



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