Nesta casa localizada em um condomínio residencial em Goiânia, foram adotadas diversas medidas sustentáveis, que vão desde o uso de energia solar até a confecção de mobiliário ecológico.
A arquiteta Luana Lousa de Almeida projetou a sua própria residência com a intenção de promover uma arquitetura viva, saudável e permacultural.
A estrutura é de concreto mas na vedação e nas paredes internas foram utilizadas a alvenaria de taipa e adobe (tijolos de terra crua que medem 20x20x40cm), que garantem um excelente isolamento térmico e acústico , além disso, segundo a arquiteta, o material é altamente biocompatível, ou seja, o corpo humano tem identidade com este material, já que temos componentes em comum.
Algumas medidas sustentáveis adotadas na casa:
– Gestão da água:
– Reciclagem de águas cinzas (chuveiros, pias e lavanderia)
– Canteiro bio-séptico, desenvolvido pelo IPEC, que limpa as águas negras antes de enviá-las à rede publica
– Aproveitamento da água da chuva.( um reservatório com 250mil litros abastece as bacias sanitárias, a irrigação do telhado verde e torneiras de jardim)
– Também foram instalados mecanismos economizadores de água nas bacias sanitárias, torneiras e chuveiros de menor consumo.
– Energia Renovável:
– Aquecimento de águas (piscina e chuveiros)
– Usina solar com sistema fotovoltaico
– Paisagismo sustentável:
– Paisagismo sustentável e comestível, irrigados por água de reuso. A maior parte do paisagismo é produtivo, além de pequena horta e temperos, têm: banana, cocô, acerola, pitanga, graviola, lichia, laranja, limão, mexerica, amora comum, branca e roxa, framboesa selvagem, maracujá, carambola, jabuticaba, figo, kiwi, pera, uva.
– Telhado verde irrigado pelo sistema de aproveitamento da água da chuva.
– Estratégias passivas:
– Foram privilegiados os sistemas passivos de iluminação e ventilação visando menor consumo de energia.
– Reaproveitamento de materiais:
– Paredes de pedra feitas com refugos de pedreira que eram descartados.
– Vários revestimentos são de madeira de demolição, adobitos de terra crua ou tijolos antigos de demolição.
– Toda a madeira utilizada, exceto decks, é de demolição, portas, portais e praticamente todo o mobiliário foi feito in loco e com madeira de demolição. Foram feitos desde armários de closet, banheiros, cozinha, as camas, mesas e bancos.
– Grande parte das luminárias foram desenvolvidas com sobras de serralheria, pelo artista Plástico Gilvan Cabral.
Imagens enviadas pela arquiteta Luana Lousa de Almeida do escritório Arquitetura Viva















